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ESTUDO HIDROGEOLÓGICO DA PLANÍCIE ALUVIAL DO APODI (RN) – ECONOMICIDADE DE POÇOS PARA IRRIGAÇÃO

 

Mário Amilde Valença dos Santos

Um estudo hidrogeológico de detalhe em área de 51km2 na planície aluvial do Rio Apodi, centro-oeste do Estado do Rio Grande do Norte, foi realizado. Os trabalhos tiveram início no último trimestre de 1973 e foram patrocinados por um convênio entre o MINTER-SUDENE-DRN e o MEC-UFPE-CT.

Com base em perfís de poços tubulares, interpretações de sondagens pelo método elétrico de resistividade, de testes de aquífero em poços cacimbas, nos dados de inventários de pontos d'água e nos resultados de análises químicas, concluiu-se ser a aluvião o reservatório principal. É constituído por um aquífero em duas camadas, de cascalho e areias grossas, onde a inferior apresenta maior continuidade, contém água sob pressão e melhor qualificada para irrigação. Tem permeabilidade média de 8x10-5m/s, porosidade efetiva da ordem de 20% e coeficiente de armazenamento médio de 6,1x10-4. Na parte central da planície estimou-se expessuras médias de 14m para esta camada e 32m para a aluvião.

Neste reservatório, um recurso anual disponível superior a 18x103m3 foi determinado. Apenas cerca de 5,6 milhões de metros cúbicos desse total podem ser utilizados de modo sistemático para irrigação em virtude das limitações hidrogeológicas identificadas. Duas baterias de poços distribuidos linearmente, com vazões de 18 e 42m3/h e ao preço médio de Cr$ 0,32/m3, explotam de modo satisfatório este volume. Para uma cultura semi-permanente e de rentabilidade média, cerca de 354ha serão beneficiados.

Uma análise preliminar e conservadora indicou que tal projeto apresenta, do ponto de vista econômico, boa capacidade de pagamento, relação benefício/custo de 1,28 e uma taxa interna de retorno de 26%. Tal empreendimento poderá proporcionar importantes benefícios diretos e sociais desde que o vale seja preservado de inundações periódicas através da construção de uma barragem de regularização a montante.

Palavras-Chave: Planície aluvial, Poços tubulares, Irrigação
Orientador: Benjamin Bley de Brito Neves

 

 

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