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Governo do Estado apresenta medidas para evitar colapso hídrico

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As ações dependem de recursos federais. Na manhã da última terça-feira, 22, Camilo Santana apresentou os projetos ao ministro da Integração Nacional, que prometeu conversar com Temer para definir quais deve financiar

om o atraso das obras da transposição do Rio São Francisco, o governador Camilo Santana (PT) recorreu ao governo federal para evitar colapso hídrico no Estado a partir de março de 2017. O mês, que integra o período chuvoso do Ceará, é o último com abastecimento de água garantido, segundo a Secretaria de Recursos Hídricos.


Na última terça-feira, 22, Camilo foi a Brasília e entregou ao ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, documento com medidas emergenciais contra a escassez. Barbalho vai apresentá-las ao presidente Michel Temer (PMDB), que definirá para quais delas os recursos serão destinados.


Entre as ações, estão a instalação de oito adutoras de montagem rápida no interior do Estado e a perfuração de poços de diversos tipos. O projeto inclui 300 sistemas simplificados de chafariz, que são caixas d’água com torneiras para o abastecimento da população de municípios pequenos do Interior. Também foram solicitados 100 poços com painel solar, para localidades sem energia elétrica.


A instalação de 75 poços com dessalinizador, para locais com água salobra, também integram o documento. Camilo pediu recursos para a compra de quatro perfuratrizes para poços em áreas de litoral, o que beneficiaria a Capital e Região Metropolitana.


A utilização do volume morto dos açudes Castanhão, que está com de 5,38% da capacidade, Gavião, com 81,53%, além do Cauhipe, com 44,58%, também está prevista, caso seja necessário. Isso significa usar toda a água dos reservatórios, mesmo abaixo da cota estabelecida.


“São ações para usar todo o estoque de água que a gente tem”, afirmou Ramon Rodrigues, secretário-adjunto dos de Recursos Hídricos. De acordo com ele, as medidas estão orçadas em R$ 110 milhões e serão iniciadas imediatamente após a liberação dos recursos federais, destinados tanto pelo Ministério quanto pela Defesa Civil.


Além das medidas emergenciais, há o projeto de ações estruturantes, que são mais caras e demoradas, como a duplicação do Eixão das Águas e a instalação dos “sistemas integrados de águas tratadas”, para captar água do Eixão por meio de adutoras.


Pressão política

Camilo já culpou Temer de possível colapso hídrico no Estado com o atraso da Transposição. Ao que tudo indica, o presidente não guardou mágoas e prometeu não economizar com as medidas necessárias para evitar a crise.


De acordo com o senador aliado ao Palácio do Planalto, Eunício Oliveira (PMDB), que já participou de outras conversas com Barbalho e Temer, “pela primeira vez, dinheiro não é o problema”.


Com a água da transposição estimada para chegar em Fortaleza e na Região Metropolitana somente em setembro ou outubro, o ministro informou que todas as alternativas para evitar falta d’água serão tomadas. Ele chegou a prometer dispensa de licitação para acelerar Transposição, caso seja necessário.



Medidas



1) Perfuração de poços, entre eles a instalação de 300 sistemas simplificados de chafariz e 100 poços com painéis solares, para localidades sem energia elétrica, e 75 com dessalinizadores, para locais com água salobra .



2) Compra de quatro perfuratrizes para poços em formação sedimentar, como as
áreas litorâneas.

3) Programa de adutoras de montagem rápida, em oito reservatórios: os açudes Tucunduba, Acaraú Mirim, Gameleira, Arrebita e Rosário e do Aquífero Canto dos Pintos, da Estação de Tratamento de Quixadá e do Poço Bom Sucesso, em Lagoinha

4) Construção de sistema de poços direcionais, com um eixo principal e furos horizontais



5) Utilização do volume morto do Castanhão, Gavião e Cauhipe, com adequação da estação de bombeamento para uso da água abaixo da cota

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Fonte: www.opovo.com.br  

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