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Para reivindicar abastecimento de água, moradores fecham rua de acesso ao lixão em Cruzeiro do Sul

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Moradores pedem abastecimento de água e também pavimentação da rua. Secretaria diz que rua deve ser pavimentada este ano.

A única via de acesso ao lixão da cidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, foi interditada na manhã desta terça-feira (14) por moradores do Jardim Santa Helena que reivindicam a pavimentação da principal rua do bairro e a regularidade no abastecimento de água feito pela prefeitura.

No local moram 40 famílias que montaram uma barricada de pneus, pedaços de madeiras e outros entulhos para impedir o acesso dos caminhões ao depósito de lixo, na tentativa de mobilizar a Secretaria de Obras Municipal para atender suas solicitações.

Os caminhões de lixo foram impedidos de passar. Prefeitura alegou que abastecimento está sendo feito por carros-pipa e rua deve ser pavimentada ainda este ano.

O Jardim Santa Helena foi criado há três anos pela prefeitura para acomodar famílias que moravam em algumas áreas consideradas de riscos da segunda maior cidade do Acre. O município cedeu os terrenos e indenizou as famílias com um valor de R$ 5 mil para que cada uma construísse sua casa e deixasse a antiga moradia.

De acordo com os moradores, na época houve ainda a garantia de que a prefeitura providenciaria a instalação de rede de água e energia elétrica, além da pavimentação das ruas do bairro.

“Nada disso teve. Nós passamos três meses no escuro. Vivíamos direto na prefeitura e só foi resolvido depois de várias manifestações, que colocaram a rede de energia elétrica. Aqui as coisas só funcionam se houver pressão”, disse a dona de casa Maria José de Pinho, que morava no bairro do Telégrafo e teve que deixar sua casa antiga devido as obras de um canal que foi construído.

Desde que o conjunto habitacional foi criado, esta é a quarta vez que os moradores fazem manifestação em busca de serviços.

“A gente fecha a rua, eles vêm e falam que vão resolver. Quando liberamos, eles esquecem da gente. Nós estamos agora há mais de quatro meses que recebemos água dos caminhões-pipa da prefeitura que passam vários dias sem abastecer e a gente fica sem água. Aqui tem um poço e a bomba queimou, mas ninguém veio aqui para substituir”, afirma Francisco Pereira, que mora no local desde que o conjunto foi criado.

Os moradores afirmam que só vão liberar o tráfego de veículos após uma garantia por parte da prefeitura de que o abastecimento de água seja normalizado e a rua Sabiá, principal via do bairro, seja asfaltada. “Desta vez queremos uma resposta mais concreta. Não vamos aceitar que venham com enganação”, afirma Pereira.

Por conta da manifestação dos moradores, os caminhões de coleta de lixo da cidade ficaram parados durante a manhã desta terça-feira (14). O secretário de obra do município, Ilson Lourenço, informou que o poço artesiano da comunidade secou e não tem mais água que possibilite o bombeamento para as casas.

“Mas, a prefeitura está mandando os caminhões para abastecer regularmente os moradores. Às vezes chegam a ir até duas vezes por dia” garante Lourenço.

Em relação a pavimentação da rua, o secretário afirmou que a prefeitura está com uma programação para asfaltar várias ruas da cidade este ano, entre essas, a Rua Sabiá.

“A rua de lá está no nosso projeto para este ano e será atendida. Agora, temos um cronograma e não podemos deixar de seguir o que planejamos por conta de uma rua que foi interditada pelos moradores” finalizou.

Leia mais em: https://g1.globo.com/ac/cruzeiro-do-sul-regiao/noticia/2018/08/14/para-reivindicar-abastecimento-de-agua-moradores-fecham-rua-de-acesso-ao-lixao-em-cruzeiro-do-sul.ghtml

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Fonte: www.g1.globo.com  

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