Servidor com informações para o monitoramento do sistema em território nacional entrará em operação em, no máximo, seis meses
A Agência Nacional de Águas (ANA) terá seis meses para concluir o Nó Nacional do sistema de informações do Aquífero Guarani. Este é o prazo iniciar o funcionamento do servidor no qual a ANA reunirá as informações para o monitoramento do aquífero Guarani, como os dados sobre poços fornecidos pelos estados brasileiros que compreendem o Aquífero (São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Futuramente, esse Nó Nacional estará interligado com o nó nacional dos demais países que compreendem aquífero Guarani: Argentina, Paraguai e Uruguai. Dessa forma, os dados sobre um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo estarão disponíveis em uma única plataforma, facilitando a gestão e o acompanhamento da qualidade e da quantidade da água do aquífero.
A definição do prazo foi um dos resultados da reunião de articulação entre a ANA juntamente com a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), e a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM), órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia (MME), realizada entre os dias 18 e 19 de maio, na sede da ANA em Brasília.
De acordo com a Resolução 107 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), de 13 de abril de 2010, a ANA passará a ser responsável, juntamente com os estados, pela coordenação e planejamento da rede nacional de monitoramento das águas subterrâneas a fim de estabelecer a referência de sua qualidade e viabilizar o enquadramento das classes. Fica a cargo da CPRM a implementação, operação e manutenção da Rede Nacional de Monitoramento Integrado Qualitativo de Águas Subterrâneas, e a manutenção das informações será feita em conjunto com os estados, como determina a resolução. Nesse caminho, a ANA vem estruturando um módulo – Águas Subterrâneas – dentro do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (Snirh), que estará interligado com o Sistema de Informação de Águas Subterrâneas (Siagas), da CPRM.
A próxima reunião para planejamento sobre a estruturação da rede nacional de monitoramento de águas subterrâneas será em agosto e a previsão é que ela inicie as operações até o final de 2010. |