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Perfuração de Poços   

Já é possível obter água pura em poços artesianos com água salobra
Eng. Cícero Franc

Ao perfurar um poço profundo, não raras vezes, o perfurador se depara com a presença de contaminantes indesejáveis na água, tais como sais minerais e mesmo microorganismos que tornam a água imprópria para o fim desejado. Lacrar este poço é sempre uma derrota, quer para o perfurador, que não proporcionou o serviço desejado, quer para o cliente que, de certa forma, pagou pelo que não recebeu. Alguns clientes, que desejavam economizar gastos com a água consumida na rede pública, vêem suas expectativas frustradas. Outros, nem água terão!

Hoje existem diversas tecnologias para tratar esta água, removendo os mais diversos contaminantes por um custo acessível. É possível remover dureza, ferro, fluoretos e cloretos da água, tornando-a potável ou ainda, destinando-a a aplicações mais rigorosas: uso em processos produtivos na indústria farmacêutica, hemodiálise, entre outros.

Leves contaminações de ferro e outros minerais, podem ser tratadas, conforme o fim a que se destina a água desejada pelo cliente, com tratamentos simples a partir da dosagem de alguns produtos químicos.

No caso de água salobra ou salina, os equipamentos de osmose reversa (também conhecidos como dessalinizadores) permitem obter água de altíssima qualidade e grau de pureza superior a 97%, a um custo abaixo de um real por metro cúbico.

A AquaMundi Tecnologia em Tratamento de Água S/A, a partir de diversos trabalhos realizados com perfuradores de poços profundos, projetou e desenvolveu soluções para diferentes níveis e espécies de contaminação. Detém hoje, portanto, “know-how” para minimizar o sofrimento de perfuradores e clientes. Para tal, criou uma planilha que demonstra a excepcional viabilidade econômica e operacional de se tratar a água (comparando-se, por exemplo, com o consumo de água da rede pública), mesmo estando essa distante do que se considera água potável. Esta planilha toma como base um sistema adequado, projetado a partir a análise físico-química e bacteriológica da água disponível, a vazão necessária e a qualidade da água final requerida pelo cliente. A partir desta solução informam-se os diversos custos envolvidos. Estes vão do investimento à manutenção preventiva e corretiva do sistema. Do gasto com consumíveis à energia elétrica necessária para o sistema operar. Estes custos são lançados ao longo do tempo, gerando uma visualização dos custos totais (anuais e mensais e por metro cúbico de água produzida).

A figura 1 apresenta um exemplo que demonstra a viabilidade de um caso típico. Complementando a planilha está apresentado o financiamento do sistema, tendo por base acordo firmado entre a AquaMundi e uma financeira, estando também este custo calculado por metro cúbico. Também pode ser lançado o consumo e custo mensais que o cliente paga pela água na situação atual.


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Figura 1. Pipa: planilha de cálculo do custo do m³ da água.


Na Figura 2 mostra-se um gráfico gerado a partir dos dados da planilha. A simulação foi feita considerando-se o caso apresentado na planilha comparado com uma água de rede. Neste caso, o cliente pagava R$ 3,85/m³ pela água de rede. Observamos que, durante o período de pagamento do financiamento, os custos da água da rede e da água do poço tratada evoluem quase que paralelamente, com uma pequena vantagem para o poço. Isto significa que o cliente, com o que deixou de gastar com a água de rede, está custeando o equipamento e sua manutenção. A partir daí, apenas com o custo de manutenção, temos uma nítida vantagem da água de poço. No final de cinco anos, caso tenha sido consumida apenas água de rede, o cliente terá gasto cerca de R$ 300.000,00, enquanto que utilizando água de poço, o gasto será de aproximadamente R$ 175.000,00.

Este é argumento suficiente para provar que o uso de poços artesianos, mesmo produzindo originalmente água salobra e, portanto, necessitando de tratamento mais sofisticado, é perfeitamente viável e tem custos acessíveis a quem usa intensivamente água.


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Figura 2. Pipa: simulação de gastos com água.

Cícero Franco
é Engenheiro Eletrônico Industrial, Fundador e Gestor de Tecnologia da Aquamundi. Tecnologia em Tratamento de Água S/A www.aquamundi.com.br franco@aquamundi.com.br fone/fax 048-246.8500


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